Estreei este site aquando da minha primeira “grande” travessia (Caminho Francês de Santiago) e nessa altura ambicionava recheá-lo de muitas outras “grandes travessias”, no entanto, hoje, à distância de um ano e meio, percebo que são bem mais as “pequenas” travessias e que não faz sentido deixar de dar a conhecer os recantos de Portugal só porque os quilómetros não são tantos quantos aqueles que inicialmente desejava.

Assim, a primeira “curta distância” aqui documentada é… uma pequena ilha no rio Tejo: Castelo de Almourol.

Castelo de Almourol

Castelo de Almourol

A grande curiosidade deste castelo é mesmo o facto de se encontrar localizado “a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no médio curso do rio Tejo“, (pt.wikipedia.org).

Embora o caudal do rio nesta zona não seja por aí além, a experiência só fica completa se o acesso à ilha for feito no pequeno barco que leva os visitantes da margem do rio até um pequeno cais na ilha, onde uma escadaria depois dá acesso ao castelo. A travessia de barco e a entrada no castelo têm um custo de €2,50, que se justificam perfeitamente pelo estado de conservação do Castelo e infraestrutura interior..

Castelo de Almourol

Castelo de Almourol

Vista da torre do Castelo de Almourol

Vista da torre do Castelo de Almourol

No que ao pedal diz respeito esta aventura começou na estação ferroviária do Entroncamento (até aqui a viagem foi no serviço Intercidades da CP) e por estrada até Vila Nova da Barquinha onde depois entrei numa estrada de terra batida já com o castelo à vista e finalmente um trilho “apertado” com vegetação sui generis: cactos 😉

Estrada de terra

Estrada de terra

Cactos

Cactos

O ambiente em volta do castelo é muito agradável e ideal para um belo piquenique.
Nas imediações há uma cafetaria onde deixei a bicicleta enquanto visitava o castelo.

Sobre o assunto pedal, há mais ~60Km até Santarém, com paragem para almoço na Golegã (terra do Cavalo), onde tive o prazer da companhia dum local que me abordou perguntando se ia para Santiago de Compostela (vestia a camisola comemorativa dessa travessia): é engraçado como as pessoas se sentem à vontade para interpelar os peregrinos.

Depois dum belo prego, toca de fazer ao caminho: Azinhaga (terra do nosso nobel da literatura), Pombalinho, Vale de Figueira e finalmente Santarém.

O ritmo foi de passeio e o trajeto não apresenta qualquer dificuldade.

Porta da Golegã

Porta da Golegã

Ponte sobre o rio Alviela

Ponte sobre o rio Alviela

Ponte sobre o rio Alviela

Ponte sobre o rio Alviela

Curso do rio Alviela

Curso do rio Alviela