Depois do merecido descanso, era hora de garantir a mecânica dos veículos antes de partir para aquele que viria a ser o último dia de viagem.

São Teotónio - lavagem de bicicletas e reparações mecânicas

São Teotónio – lavagem de bicicletas e reparações mecânicas

Com o objetivo de chegar a Aljezur, passámos por São Miguel, chegando a Odeceixe pela margem do rio Seixe. Sem nos deixar prender pela belíssima praia, começámos então a serpentear o canal de rega do Mira que visa o fornecimento de água aos campos agrícolas da zona.

Canal de rega do Mira

Canal de rega do Mira

Vista povoação - Canal rega do Mira

Vista povoação – Canal rega do Mira

Exigindo alguma concentração na alternância das margens do canal, é preciso ter ainda em conta o cruzamento com outros BTTistas e caminheiros.

Naquela que se vislumbrava a etapa mais “fácil” e quando tudo parecia encaminhado para cumprirmos o objetivo, eis que o “pneu de trás” conhece um pau mais “maroto” e decidem seguir juntos…

O que inicialmente parecia um pequeno furo, de reparação fácil, tornou-se num grande tormento. O material de reparação já escasseava o que motivou o regresso a Rogil, freguesia de Aljezur: a última vila por onde havíamos passado.

Canal de rega da Mira - furo na bicicleta

Canal de rega do Mira – furo na bicicleta

Chegados a Rogil, montámos a oficina à sombra e no conforto da relva.
À falta donde comprar remendos ou câmaras-de-ar, ou sequer de oficina da especialidade, acabámos por beneficiar do azar doutro BTTista sénior o qual havia partido o eixo traseiro.

Rogil - reparação do furo

Rogil – reparação do furo

Rogil - Almoço

Rogil – Almoço

Não demorámos a perceber que os remendos não nos levariam longe ou sequer nos tirariam de Rogil, pelo que só restava ajustar o plano … à mesa.

Rogil tem um grande atração para quem por lá passa: Pão de Rogil e que trouxe até nós uma câmara-de-ar nova, comprada a um grupo de BTTistas que já estava de regresso a casa.

Foi assim que cumprimos o objetivo de chegar a Aljezur e mais além: fomos ainda até à Arrifana mergulhar na belíssima paisagem da fortaleza.

Aljezur - fortaleza da Arrifana

Aljezur – fortaleza da Arrifana

Foi (quase) consensual dar por terminada esta aventura na Arrifana.
Teríamos apenas que organizar o “resgate” em Aljezur para onde voltámos à espera de transporte para casa.

Cumprimos assim aproximadamente 215Km (155Km da Rota Vicentina) por entre belíssimas paisagens até então intocáveis por qualquer adversidade natural ou humana.
Fica a vontade de concluir a travessia, completando o trajeto Arrifana – Cabo de S. Vicente.